As palavras são como vinho, é preciso beber para sabê-las. Mas, não é tão simples, é preciso antes aprender a bebê-las, degustá-las,descobrir os seus becos, seus meandros, seus aromas secretos de palavras, saber esperar a sua hora minúscula, oculta, seus caramelos congelados que esperam a chegada da primavera para transformar-se de novo em palavras pétreas e poder significar.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Ex - Amor

Ex-amor
gostaria que tu soubesses
o quanto que eu sofri
ao ter que me afastar de ti
não chorei
como um louco eu até sorri
mas no fundo só eu sei
das angústias que senti

Sempre sonhamos
com o mais eterno amor
infelizmente
eu lamento, mas não deu
nos desgastamos
transformando tudo em dor
mas mesmo assim
eu acredito que valeu
quando a saudade bate forte
é envolvente
eu me possuo
e é na sua intenção
com a minha cuca
naqueles momentos quentes
em que se acelerava o meu coração

UN CUARTO DE GABRIELA








La sábana impecable de sueños presentidos,
de pesadillas rotas, y ya en la negra aurora,
¿habrá soñado ella con pálpitos de piedra?

¿Serán esos caballos por montes y ese verde
único, imposible lo que la desvelaba?

Yo sé que duermo aquí, en esta cama abierta
a sueños y tormentas, a esa grieta agreste
de una boca sola.

Yo sé que en este suelo resuenan las palabras 
y duerme ese fantasma, viril, de la inquietud.


"UN CUARTO DE GABRIELA" POEMA INÉDITO DEL LIBRO "DESOLACIÓN DE LAS CIUDADES" DE ANDRÉS MORALES

quarta-feira, 4 de maio de 2011

El amor de mi vida




Te negaré tres veces

antes de que llegue el alba

Me fundiré en la noche

donde me aguarda la nada.



Me perderé en la angustia

de buscarme y no encontrarme

te encontraré en la luz 

que se me esconde tras el alma.



Desandaré caminos,

sin salidas como muros.

Recorreré los cuerpos,

desolados sin futuro.



Destruiré los mitos,

que he formado uno a uno,

y pensaré en tu amor, 

este amor nuestro vivo y puro.



Te veo sonreir, 

sin lamentarte de una herida.

Cuando me vi partir,

pensé que no tendrías vida.



Que gloria te tocó, 

que ángel de amor,

te ha renacido.

Qué milagro se dio,

cuando el amor volvió a tu nido



¿Qué puedo hacer?

Quiero saber,

que me atormenta en mi interior.

Si es el dolor, 

que empieza a ser,

miedo a perder lo que se amó. 



Te veo sonreir, 

sin lamentarte de una herida.

Cuando me vi partir,

pensé que no tendrías vida.



Que gloria te tocó, 

que ángel de amor,

te ha renacido.

Qué milagro se dio,

cuando el amor volvió a tu nido



¿Qué puedo hacer?

Quiero saber,

que me atormenta en mi interior.

Si es el dolor, 

que empieza a ser,

miedo a perder lo que se amó.



Será que eres el amor de mi vida...!!

Pablo Milanés y 

El breve espacio en que no estas


Todavía quedan restos de humedad,

sus olores llenan ya mi soledad,

en la cama su silueta se dibuja cual promesa

de llenar el breve espacio en que no está.



Todavía yo no sé si volverá, nadie sabe,

al día siguiente, lo que hará.

Rompe todos mis esquemas,

no confiesa ni una pena,

no me pide nada a cambio de lo que dá.



Suele ser violenta y tierna,

no habla de uniones eternas,

mas se entrega cual si hubiera

sólo un día para amar.



No comparte una reunión,

mas le gusta la canción que comprometa su pensar.

Todavía no pregunté "¿te quedarás?".

Temo mucho a la respuesta de un "jamás".

La prefiero compartida antes que vaciar mi vida,

no es perfecta mas se acerca a lo que yo

simplemente soñé...



Suele ser violenta y tierna,

no habla de uniones eternas,

mas se entrega cual si hubiera

sólo un día para amar.



No comparte una reunión,

mas le gusta la canción que comprometa su pensar.

Todavía no pregunté "¿te quedarás?".

Temo mucho a la respuesta de un "jamás".

La prefiero compartida antes que vaciar mi vida,

no es perfecta mas se acerca a lo que yo

simplemente soñé...


Pablo Milanes y Silvio Rodriguez

Para vivir













Muchas veces te dije que antes de hacerlo había que pensarlo muy bien
que a esta unión de nosotros le hacía falta carne y deseo también
que no bastaba que me entendieras y que murieras por mí
que no bastaba que en mis fracasos yo me refugiara en ti.

Y ahora ves lo que pasó, al fin nació
al pasar de los años el tremendo cansancio que provoco ya en ti.
Y aunque que es penoso lo tienes que decir.

Por mi parte esperaba que un día el tiempo se hiciera cargo del fin
si así no hubiera sido yo habría seguido jugando a hacerte feliz.
Y aunque el llanto es amargo piensa en los años que tienes para vivir
que mi dolor no es menos y lo peor es que ya no puedo sentir.

Y ahora tratar de conquistar con vano afán
este tiempo perdido que nos deja vencidos sin poder conocer
eso que llaman amor para vivir...

...para vivir.

Pablo Milanés

quarta-feira, 6 de abril de 2011

A pequena praça




 

A minha vida tinha tomado a forma da pequena praça
Naquele outono em que a tua morte se organizava meticulosamente
Eu agarrava-me à praça porque tu amavas 
A humanidade humilde e nostálgica dos pequenas lojas 
Onde os caixeiros dobram e desdobram fitos e fazendas 
Eu procurava tornar-me tu porque tu ias morrer 
E a vida toda deixava ali de ser a minha 
Eu procurava sorrir como tu sorrias 
Ao vendedor de jornais ao vendedor de tabaco 
E à mulher sem pernas que vendia violetas 
Eu pedia à mulher sem pernas que rezasse por ti 
Eu acendia velas em todos os altares 
Das igrejas que ficam no canto desta praça 
Pois mal abri os olhos e vi foi para ler 
A vocação do eterno escrita no teu rosto 
Eu convocava as ruas os lugares as gentes 
Que foram as testemunhas do teu rosto 
Para que eles te chamassem para que eles desfizessem 
O tecido que a morte entrelaçava em ti


Sophia de Mello Breyner Andresen

Imagens: Marcello - Piratini/RS em 05 de 06 de 2010. Corticeira-do-banhado (Erythrina crista-galli L.) imagens 1 e 2 e Aroeira-cinzenta (Schinus lentiscifolius Marchand) imagem 3

Confesso / Trancado / Nua / Pra Rua Me Levar / Encostar Na Tua
















Confesso acordei achando tudo indiferente
Verdade acabei sentindo cada dia igual
Quem sabe isso passa sendo eu tão inconstante
Quem sabe o amor tenha chegado ao final

Não vou dizer que tudo é banalidade
Ainda há surpresas mas eu sempre quero mais
É mesmo exagero ou vaidade
Eu não te dou sossego, eu não me deixo em paz

Não vou pedir a porta aberta é como olhar pra trás
Não vou mentir nem tudo que falei eu sou capaz
Não vou roubar teu tempo eu já roubei demais

Eu tranco a porta
Pra todas as mentiras
E a verdade também está lá fora
Agora a porta está trancada

A porta fechada
Me lembra você a toda hora
A hora me lembra o tempo que se perdeu
Perder é não ter a bússola
É não ter aquilo que era seu
E o que você quer?
Orientação?

Eu vou contar pra todo mundo
Eu vou pichar sua rua
Vou bater na sua porta de noite
Completamente nua
Quem sabe então assim
Você repara em mim
Quem sabe então assim
Você repara em mim

Não vou viver, como alguém que só espera um novo amor
Há outras coisas no caminho aonde eu vou
As vezes ando só, trocando passos com a solidão
Momentos que são meus e que não abro mão

Já sei olhar o rio por onde a vida passa
Sem me precipitar e nem perder a hora
Escuto no silêncio que há em mim e basta
Outro tempo começou pra mim agora

Vou deixar a rua me levar
Ver a cidade se acender
A lua vai banhar esse lugar
E eu vou lembrar você

Vou deixar a rua me levar
Ver a cidade se acender
A lua vai banhar esse lugar
E eu vou lembrar você

É... mas tenho ainda muita coisa pra arrumar
Promessas que me fiz e que ainda não cumpri
Palavras me aguardam o tempo exato pra falar
Coisas minhas, talvez você nem queira ouvir

Já sei olhar o rio por onde a vida passa
Sem me precipitar e nem perder a hora
Escuto no silêncio que há em mim e basta
Outro tempo começou pra gente agora

Vou deixar a rua me levar
Ver a cidade se acender
A lua vai banhar esse lugar
E eu vou lembrar você...

Eu quero te roubar pra mim
Eu que não sei pedir nada
Meu caminho é meio perdido
Mas que perder seja o melhor destino

Agora não vou mais mudar
Minha procura por si só
Já era o que eu queria achar
Quando você chama meu nome
Eu que também não sei aonde estou
Pra mim que tudo era saudade
Agora seja lá o que for

[2x]
Eu só quero saber em qual rua

Minha vida vai encostar na tua

Canta: Ana Carolina

Quem sou eu

Minha foto
Pelotas, RS, Brazil
Quem sou eu? Pois começo a pensar: como Leolo, não o sou, porque eu sonho. Parce que moi, je rêve. Je ne le suis pas. Abdico do reinado de ser para estar um rio: um poderoso rio castanho, taciturno, indômito e intratável... O aroma das uvas sobre a mesa de outono. O seu estuário onde a estrela-do-mar, o caranguejo e o espinhaço da baleia são arremessados para a pulsação da terra. Tudo tange e vibra. Fora isso, há esse tempo de agora, ex nihilo, mastigando algum pedaço de silêncio enquanto a poesia vibra. Desse mim, não há muito o que dizer, mas certamente há muito o que inventar.

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